NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

segunda-feira, 22 de março de 2010

500 Escudos Ch. 11





Francisco Sanches

Francisco Sanches nasceu no início da década de cinquenta do século XVI, no território então abrangido pela diocese de Braga, tendo neste última cidade efectuado os seus primeiros estudos, após o que se ausentou com seus pais para França, onde escreveu a sua obra e exerceu a actividade de médico e professor na Universidade de Toulouse. Em todo o caso, nunca esqueceu os primerios passos no campo das letras, expressando por mais de uma vez que fora em Braga que despertara para o universo da cultura.


Do ponto de vista filosófico, interessa-nos focalizar a importância da sua obra no plano do conhecimento científico, questão verdadeiramente axial do pensamento moderno. Para o filósofo e médico bracarense, a natureza não é mais um espectáculo de maravilhas onde reverberam os divinos atributos, como um segundo livro simbolicamente interpretado. A sua concepção é a de uma natureza mais objectivada, um universo máquina, dando assim guarida a um pensamento que se quis científico, porque o seu esforço no âmbito da filosofia natural não se orienta mais para a articulação entre o signo e os planos do sagrado ou da moral, ficando assim a natureza desprovida do seu anterior "elan" místico.

É certo que Sanches, como mais tarde Galileu, reconheceu que a ordem do universo traduz a sabedoria de um supremo arquitecto, todavia, no plano da ciência experimental que importava então instaurar, esse mesmo universo é um sistema de leis, devendo excluir todas as formas de conhecimento e de linguagem que implicassem deslocação de sentido. Assim, a posição essencial que segue em todas as suas obras é, como escreveu, «a do filósofo, que olha só para a natureza, mas subordinando-a totalmente a Deus Todo-Poderoso, criador do Universo». Fica pois estabelecido o plano do discurso científico.

Instituto Camões - Saber mais sobre Francisco Sanches clique AQUI

domingo, 21 de março de 2010

Escudo: Notas e moedas nacionais / Prescrições


Notas e moedas nacionais
De 1 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2002, as notas e moedas de escudo circularam simultaneamente com as notas e moedas de euro. Findo o período de dupla circulação, as notas e moedas nacionais perderam o curso legal e poder liberatório, deixando de poder ser utilizadas como meio de pagamento.

Já não é possível trocar as moedas de escudo, pois esse prazo terminou em 31 de Dezembro de 2002. No entanto, o prazo para a troca das notas de escudo é sempre de 20 anos a contar da data da retirada da circulação da série a que a nota pertence. Assim, as notas de escudo ainda não prescritas poderão ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de Prescrição.

Por regra, o Banco de Portugal não efectua troca de notas estrangeiras, excepto no caso das notas dos países que adiram ao Euro e somente no período estabelecido por determinação do BCE (normalmente durante 2 meses, após a data de adopção do euro nesse Estado-Membro). Após este período o interessado deverá dirigir-se directamente ao banco central nacional emissor.

Por outro lado, para efectuar a troca de notas estrangeiras com cotação oficial em Portugal (por exemplo: ienes, dólares, etc.), o interessado deverá solicitar o câmbio junto de uma instituição autorizada a realizar as operações inerentes ao comércio de câmbios. Quanto às operações de troca que envolvam notas estrangeiras sem cotação oficial em Portugal (por exemplo: kwanza Angolano, hryvnia da Ucrânia, etc.), o interessado deverá contactar directamente o respectivo banco central emissor.

***********************************************

As notas de escudo ainda não prescritas poderão ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de Prescrição.


Nota 10.000 escudos - Efígie: Egas Moniz - Ch. 1
Entrada em circulação: 02/10/1989
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018


Nota 10.000 escudos - Efígie: Infante D. Henrique - Ch. 2
Entrada em circulação: 22/10/1996
Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 5.000 escudos - Efígie: António Sérgio - Ch. 1
Entrada em circulação: 13/04/1981
Retirada de circulação: 30/11/1992
Prescrição: 01/12/2012

Nota 5.000 escudos - Efígie: Antero de Quental - Ch. 2
Entrada em circulação: 28/09/1987
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Nota 5.000 escudos - Efígie: Vasco da Gama - Ch. 3
Entrada em circulação: 15/02/1996
Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 2.000 escudos - Efígie: Bartolomeu Dias - Ch. 1
Entrada em circulação: 23/10/1991
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 1.000 escudos - Efígie: D. Pedro V - Ch. 11
Entrada em circulação: 15/11/1979
Retirada de circulação: 31/10/1991
Prescrição: 01/11/2011

Nota 1.000 escudos - Efígie: Teófilo Braga - Ch. 12
Entrada em circulação: 04/08/1988
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Saber mais em:
Banco de Portugal

sábado, 20 de março de 2010

Léxico Notafí­lico


Apólice - Documento comprovativo de determinada operação financeira. Quando represente empréstimos ao Estado pode ser emitido ao portador e como tal aceite como meio legal de pagamento ao estado, ou caso tenham curso forçado, entre particulares.

Cédula - Tí­tulo fiduciário emitido pelo Estado ou por sua autorização, representativo de moeda metálica divisionária ou de trocos e, como essa, de poder liberatório limitado.

Cédula particular - Semelhante à cédula, mas emitida por entidades particulares, sem autorização estatal, para suprir a falta de moeda metálica divisionária. Também designadas por "papel moeda de emergência".

Certificado - Papel moeda representativo da moeda e equiparado às notas do banco emissor, de valor nominal superior ao das moedas metálicas correntes.

Cheque-nota - Cheque emitido ao portador por um banco emissor, de valor bem definido e obrigatoriedade de ser aceite como nota de circulação, normalmente por um perí­odo transitório.

Cheque-Prata - (Pantgans) - Tí­tulo fiduciário emitido por bancos privados de Macau no perí­odo de 1923 a 1944, representativos de depósitos de moeda de prata.

Moeda de papel - Documento com poder aquisitivo emitido pelo Estado ou por sua autorização, com curso legal e poder liberatório. Pode ser de três espécies: representativa, fiduciária ou papel moeda. Por este último nome é hoje em dia vulgarmente designada toda a espécie de moeda papel ou cédulas particulares de papel.

Nota - Moeda principal de papel numa circulação fiduciária. Goza de curso legal e poder liberatório ilimitado, sendo convertí­vel à vista e ao portador.

Nota de Banco - Tí­tulo fiduciário sem juro, aceite como meio legal de pagamento e de poder liberatório limitado. Pode ser convertí­vel ou não em metal (cobre, prata e ouro). Em Portugal, desde 1975, as notas do Banco de Portugal deixaram de ser convertí­veis em ouro.

Notafilia - É o estudo, a pesquisa do escrito particular (cédula, bilhete ou nota, normalmente em papel) que representa a moeda de curso legal.

Notgeld - Foi uma peculiar saí­da encontrada para a falta de dinheiro corrente que existiu principalmente nos paises germânicos na Europa central (Alemanha e Áustria), durante e logo após a Primeira Grande Guerra, ficando conhecida na sua abrangência pelo nome em alemão Notgeld ou dinheiro de emergência.

Numerário - Conjunto de todas as moedas metálicas e de papel com curso legal num paí­s.

Poder liberatório - Capacidade da moeda de resgatar dí­vidas. Pode ser limitado, quando é fixada a quantia máxima da sua aceitação obrigatória, ou ilimitado, quando libera dí­vidas de qualquer montante. Em Portugal, a moeda divisionária, ou comemorativa, tem poder liberatório limitado.

Sobrecarga - Expressão genérica para designar "carimbo" ou "contramarca". Em quase todas as suas primeiras emissões o BNU teve de utilizar sobrecargas, a fim de legalizar a circulação do seu papel moeda noutro território que não aquele para o qual a emissão tinha sido inicialmente impressa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

500 Escudos Francisco Sanches


Três Notas com numeração seguida
Absolutamente NOVAS!

Serie seguida

Frente: Retrato de Francisco Sanches
Verso: Gravura da antiga Praça dos Arcebispos em Braga
Medidas (mm): 156 x 78
Chapa: 11
Maqueta: João de Sousa Araújo
Impressão: Joh. Enschedé en Zonen, Grafische Inrichting N.V. (Holanda)
Pick: 177
Primeira Emissão: 18-12-1981
Ultima Emissão: 03-11-1988
Retirada de Circulação: 31-05-1990

Dimensões: 156 x 78 mm
Emissões: 5.684.000 notas com as seguintes datas:
4 de Outubro de 1979
Cor: Castanho-avermelhado

A frente desta nota é ilustrada com a efingie do filosofo Francisco Sanches, tendo ao centro a planta da cidade de Braga em 1594. No verso uma vista da antiga praça do Paço dos arcebispos em Braga.

quinta-feira, 18 de março de 2010

10 000 Escudos --- Chapa 1


Dimensões: 178 x 75 mm, incluindo as respectivas margens.
Emissões: 12 de Janeiro de 1989
                 14 de Dezembro de 1989
                 16 de Maio de 1991
Cor: Preto, castanho e ocre. No verso, verde, castanho claro e ocre, fundo policromo.
        A Frente desta Nota é ilustrada pelo retrato do
        Prof. Egas Moniz.

Série com a Numeração Seguida (NOVAS)


















Lisboa, 14 Dezembro de 1989

Egas Moniz
Frente: Efígie de Egas Moniz
Verso: Alegoria da vida e da morte e reproduçao da medalha relativa ao
            prémio Nobel.
Medidas: (mm): 178 x 75
Chapa: 1
Maqueta: Luis Filipe de Abreu
Impressão: British American Bank Note, Inc. (Canadá)
Primeira Emissão: 15-05-1989
Ultima Emissão: 16-05-1991
Retirada de Circulação: 1996


António Egas Moniz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz (Avanca, 29 de Novembro de 1874 — Lisboa, 13 de Dezembro de 1955) foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.


Foi galardoado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Teófilo de Braga 1000 Escudos Ch.12

Notas Absolutamente NOVAS!

Lisboa, 26 de Julho 1990
Lisboa, 3 de Março 1994



Teófilo Braga
Joaquim Teófilo Fernandes Braga

Nasceu a 24 de Fevereiro de 1843, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga, oficial do exército miguelista e posteriormente professor de Matemática e Filosofia, e de D. Maria José da Câmara Albuquerque, ambos descendentes de aristocratas, o primeiro descendente presumível de D. João V e a segunda talvez de D. Afonso III. A mãe morre, quando Teófilo tinha 3 anos de idade, e a sua morte e a má relação futura com a madrasta, com quem seu pai casa dois anos depois, vão marcar decisivamente o seu temperamento fechado e agreste.

Em 1868, casou com Maria do Carmo Xavier de quem teve três filhos. Tanto a sua esposa como os filhos faleceram muito jovens. Faleceu no seu gabinete de trabalho em 28 de Janeiro de 1924.

Fonte: Página oficial da Presidência da República Portuguesa

*********************************************

Notas Absolutamente NOVAS!

Lisboa, 20 de Dezembro 1990
Lisboa,9 de Novembro 1989


TEÓFILO BRAGA (1843-1924)
Foi escolhido para presidir ao primeiro Governo Provisório saído do 5 de Outubro de 1910 até à eleição do Dr. Manuel de Arriaga, tendo depois por deliberação do Congresso, completado o mandato a partir de 29 de Maio de 1911 até 5 de Outubro de 1911.

Teófilo Braga completou o mandato de Manuel de Arriaga como Presidente da República entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.

terça-feira, 16 de março de 2010

REPÚBLICA PORTUGUESA 100 ANOS

O busto da República Portuguesa mantém-se inalterado


Em Portugal o busto da República foi aprovado oficialmente em 1911, sendo que a Comissão para as comemorações do centenário, desvaloriza qualquer intenção em alterar a escultura, como ocorreu em França.

Após a libertação de Paris em 1944 durante a II Grande Guerra Mundial, a Associação dos Autarcas Franceses, decidiu mudar periodicamente o busto de "Mariana", adoptando como modelo, actores de cinema ou notáveis da música de França contemporânea, sendo a manequim e actriz Laetitia Casta o modelo actual da escultura.

Em Portugal, a escultura não sofreu alterações e passado um século da Revolução de 05 de Outubro de 1910 a Comissão para as Comemorações do Centenário não prevê qualquer alteração para a modernização do busto da República Portuguesa.