NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

sábado, 11 de setembro de 2010

500 Escudos Chapa 12: Mouzinho da Silveira


A frente desta nota é ilustrada com a efígie de Mouzinho da Silveira, com fundo decorativo baseado em espigas de trigo e cardos. Na parte central, uma composição circular que apresenta uma árvore e um arado tradicional.


Notas NOVAS






Nota 500 escudos - Efígie: Mouzinho da Silveira (chapa 12)

Entrada em circulação: 21/11/1988

Retirada de circulação: 30/04/1998

Prescrição: 01/05/2018

sábado, 29 de maio de 2010

HISTÓRIA DE ARTUR VIRGÍLIO ALVES DOS REIS - O MAIOR BURLÃO PORTUGUÊS



Artur Virgílio Alves dos Reis (Lisboa, 3 de Setembro de 1898 — 9 de Julho de 1955) foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo. Foi o cabecilha da maior falsificação de notas de banco da História: as notas de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, em 1925.

Filho de uma família modesta - o pai era cangalheiro, tinha problemas financeiros e acabou por ser declarado insolvente - Alves dos Reis quis estudar engenharia. Efectivamente, começou o primeiro ano do curso, mas abandonou-o para casar com Maria Luísa Jacobetti de Azevedo, no mesmo ano em que a casa comercial do pai faliu. Em 1916, emigrou para Angola, para tentar fazer fortuna e assim escapar às humilhações que lhe eram impostas pela abastada família de Luísa, devido à diferença de condição social. Começa como funcionário público nas obras públicas de esgotos.

Em Angola, fez-se passar por engenheiro, depois de ter falsificado diplomas de Oxford, aliás de uma escola politécnica de engenharia que nem sequer existia: a Polytechnic School of Engineering.

De acordo com esse diploma falsificado, teria estudos de ciência da engenharia, geologia, geometria, física, metalurgia, matemática pura, paleografia, engenharia eléctrica e mecânica, mecânica e física aplicadas, engenharia civil geral, engenharia civil e mecânica, engenharia geral, design mecânico e civil. Ou seja, quase tudo...

Com um cheque sem cobertura, comprou a maioria das acções da companhia dos Caminhos de Ferro Transafricanos de Angola, em Moçâmedes. Tornou-se rico e ganhou prestígio.

De volta a Lisboa, em 1922, compra uma empresa de revenda de automóveis americanos. Depois tenta apoderar-se da Companhia Ambaca. Para o conseguir, passou cheques sem cobertura e usou depois o dinheiro da própria Ambaca para cobrir os cheques sobre a sua conta pessoal. No total, apropriou-se ilegitimamente de 100 mil dólares americanos. Com esse dinheiro comprou também a Companhia Mineira do Sul de Angola. No entanto, antes de controlar toda a Ambaca, foi descoberto e preso no Porto, em Julho de 1924, por desfalque. Foi acusado também de tráfico de armas.

Foi durante o tempo da prisão — só esteve preso 54 dias e foi libertado em 27 de Agosto de 1924 por pormenores processuais — que concebeu o seu plano mais ousado. A sua ideia era falsificar um contrato em nome do Banco de Portugal – o banco central emissor de moeda, e que na altura era uma instituição parcialmente privada – que lhe permitiria obter notas ilegítimas mas impressas numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras.

Em 1924, Alves dos Reis contactou vários cúmplices e outros colaboradores de boa-fé para pôr os seu plano em marcha. Entre os seus cúmplices e colaboradores encontrava-se o financeiro holandês Karel Marang van Ijsselveere; Adolph Hennies, um espião alemão; Adriano Silva; Moura Coutinho; Manuel Roquette e especialmente José Bandeira. Um pormenor importante era que José Bandeira era irmão de António Bandeira, o embaixador português na Haia.

Alves dos Reis preparou um contrato fictício e conseguiu que este contrato fosse reconhecido notarialmente. Através de José Bandeira, obteve também a assinatura de António Bandeira. Conseguiu ainda que o seu contrato fosse validado pelos consulados da Inglaterra, da Alemanha e França. Traduziu o contrato em francês e falsificou assinaturas da administração do Banco de Portugal.

Através de Karel Marang, dirigiu-se a uma empresa de papel-moeda holandesa, mas esta remeteu-os para a empresa britânica Waterlow and Sons Limited de Londres, que era efectivamente a casa impressora do Banco de Portugal. Em 4 de Dezembro de 1924, Marang explicou a sir William Waterlow, que por razões políticas, todos os contactos ligados à impressão das novas notas deveriam ser feitos com a maior das descrições. O alegado objectivo das notas era conceder um grande empréstimo para o desenvolvimento de Angola. Cartas do Banco de Portugal para a Waterlow and Sons Limited foram também falsificadas por Alves dos Reis. William Waterlow escreveu uma carta confidencial ao governador do Banco de Portugal, Inocêncio Camacho Rodrigues em que referia os contactos com Marang. Mas, aparentemente, a carta extraviou-se.

No caderno de encargos de impressão das notas, estipulava-se que estas viriam a ter posteriormente a sobrecarga Angola dado que, como se disse acima, alegadamente se destinariam a circular aí. Por essa razão, as notas tinham números de série de notas já em circulação em Portugal.

Waterlow and Sons Limited imprimiu assim 200 mil notas de valor nominal 500 escudos (no total quase 1% do PIB português de então), efígie Vasco da Gama chapa 2, com a data de 17 de Novembro de 1922. O número total de notas falsas de 500 escudos era quase tão elevado como o de notas legítimas. A primeira entrega teve lugar em Fevereiro de 1925, curiosamente cerca de um ano depois das notas verdadeiras de 500 escudos, efígie Vasco da Gama terem começado a circular. As notas passavam de Inglaterra a Portugal, com a ajuda dos seus cúmplices, José Bandeira, que utilizava as vantagens diplomáticas de seu irmão, Karel Marang e ligações ao cônsul da Libéria em Londres.

Alves dos Reis, embora o mentor da fraude e o falsificador de todos os documentos ficava só com 25% das notas. Ainda assim, com esse dinheiro fundou o Banco de Angola e Metrópole em Junho de 1925. Para obter o alvará de abertura deste banco, recorreu também a diversas outras falsificações. Investiu na bolsa de valores e no mercado de câmbios.

Comprou também o Palácio do Menino de Ouro (actualmente o edifício em Lisboa do British Council) ao milionário Luís Fernandes. Adquiriu três quintas e uma frota de táxis. Além disso teria gasto uma avultadíssima soma em jóias e roupas caras para a sua mulher, e para a sua amante, Fie Carelsen, uma actriz holandesa. Tentou também comprar o Diário de Notícias.


O objectivo de Alves dos Reis era afinal comprar acções, e conseguir controlar, o próprio Banco de Portugal, de forma a cobrir as falsificações e abafar qualquer investigação. Durante o Verão de 1925, directamente, ou através do cônsul da Venezuela em Lisboa, Simon Plancez-Suarez, comprou 7000 acções do Banco de Portugal. No final de Setembro já tinha 9000, e no final de Novembro 10000. Seriam necessárias 45000 acções para controlar o banco central.

Ao longo de 1925, começaram a surgir rumores de notas falsas, mas os especialistas de contrafacção dos bancos não detectaram nenhuma nota que parecesse falsa. A partir de 23 de Novembro de 1925, Alves dos Reis e os negócios pouco transparentes do Banco de Angola e Metrópole começam a atrair a curiosidade dos jornalistas de O Século – o mais importante diário português de então.

O que os jornalistas tentavam perceber era como era possível que o Banco de Angola e Metrópole concedesse empréstimos a taxas de juro baixas, sem precisar de receber depósitos. Inicialmente, pensou-se que se tratava de uma táctica alemã — para perturbar o país e obter vantagens junto da colónia angolana.

A burla é publicamente revelada em 5 de Dezembro de 1925 nas páginas de O Século. Alguns dias antes, um funcionário de um banco no Porto apercebeu-se que tinham em caixa duas notas aparentemente genuínas, mas com o mesmo número de série. A informação foi passada ao Banco de Portugal. Como são dadas instruções para que as agências bancárias ponham as notas em cofre por ordem de número, para controlar duplicações, muitas mais notas com números repetidos apareceram.

O património do Banco de Angola e Metrópole foi confiscado e obtidas provas junto da Waterlow and Sons Limited. Alves dos Reis é preso a 6 de Dezembro, quando já se encontrava a bordo ao tentar fugir para Angola. Tinha 28 anos no momento da prisão.

A maior parte dos seus associados são presos também. Karel Marang e Adolph Hennies escaparam e saíram de Portugal.

Alves dos Reis esteve preso 108 dias esperando por julgamento. Durante esse tempo, falsificou outros documentos com os quais conseguiu convencer os juízes que a própria administração do Banco de Portugal estava implicada na fraude. Em consequência disso, o julgamento esteve suspenso cinco anos.

Foi finalmente julgado no Porto, em Maio de 1930, e condenado a 20 anos: 8 de prisão e 20 de degredo. Durante o julgamento, alegou que o seu objectivo era simplesmente desenvolver Angola. Na prisão, converteu-se ao protestantismo. Foi libertado em Maio de 1945. Foi-lhe oferecido um emprego de empregado bancário; recusou. Morreu de ataque cardíaco em Julho de 1955, pobre.

José Bandeira teve idêntica condenação. Morreu em 1957, sem fortuna. Hennies fugiu para Alemanha. Reapareceu mais tarde, sob o seu verdadeiro nome, Hans Döring. Morreu em 1957, sem fortuna. Karel Marang foi preso e julgado na sua Holanda natal, mas sentenciado a 11 meses de cadeia. Posteriormente, naturalizou-se francês e terminou os seus dias, muito rico, em Cannes.

O escudo, a moeda portuguesa, teve perturbações cambiais e perdeu muito da sua credibilidade. As notas de 500 escudos começaram a ser retiradas de circulação a 7 de Dezembro de 1925.

A 6 de Dezembro, o Banco de Portugal ordenou a retirada de circulação de todas as notas de 500 escudos. Inicialmente a troca das notas foi autorizada até 26 de Dezembro. Durante estes 20 dias, saíram de circulação 115 000 notas legítimas ou não. No entanto, em Abril de 1932, o Banco de Portugal determinou que fossem abonadas aos portadores de reconhecida boa fé as notas de 500 escudos (...), quer sejam autênticas, quer façam parte das que foram entregues por Waterlow & Sons a Marang e seus cúmplices. Isso implicou um enorme prejuízo para o Banco Central.

Na verdade, um pequeno grupo de notas – a que se veio a chamar notas camarão – foram recusadas para troca pelo Banco de Portugal. O nome provinha de terem sido banhadas numa solução de ácido cítrico, com o objectivo de as livrar do cheiro de tinta fresca. O resultado foi uma ligeira descoloração, resultando numa cor semelhante ao daquele marisco.

De acordo com a lei portuguesa, as notas retirada de circulação em 1925 puderam ser trocadas no Banco de Portugal até 1995. Naturalmente que esta prescrição, não era relevante dado que o valor de colecção das notas (legítimas e falsas) a partir dos anos 50 passou a ser muito superior ao seu valor facial.

A fraude criou uma enorme crise de confiança na população em relação aos poderes públicos. Embora os desenvolvimentos desse período sejam complexos, essa crise pode ter facilitado a revolução de 28 de Maio de 1926, que derrubou o presidente da República, Bernardino Machado, e deu origem à ditadura, e a partir de 1932, ao Estado Novo de Salazar.
O Banco de Portugal processou a Waterlow & Sons nos tribunais londrinos: um dos mais complexos casos da historia judiciária britânica até então. Sir William Waterlow foi demitido de presidente da casa impressora em Julho de 1927. Em 1929, foi eleito presidente da câmara (mayor) de Londres, mas morreu de peritonite antes da decisão judicial. O caso foi resolvido em 28 de Abril de 1932. A Waterlow & Sons pagou uma indemnização ao Banco de Portugal e faliu.


Fonte: Wikipedia e http://www.radiocb.com/

Nota: Apenas para se ter uma ideia do valor que as notas de 500 Escudos Alves dos reis têm para o colecccionismo, clique AQUI

sábado, 3 de abril de 2010

2 Notas 500 Escudos Ch 11 e Ch. 12

Duas Notas da República Portuguesas - Rigorosamente NOVAS!

Francisco Sanches, filósofo e médico (1550 ou 1551-1623)

Ch.11 - Francisco Sanches
Lisboa, 4 de Outubro de 1979

Ch.12 - Mouzinho da Siveira
Lisboa 4 de Novembro de 1993


quarta-feira, 24 de março de 2010

2 x 500 Escudos / Mouzinho da Silveira & Francisco Sanches

Duas Notas da República Portuguesas - Rigorosamente NOVAS!

Francisco Sanches, filósofo e médico (1550 ou 1551-1623)


Mouzinho da Silveira, um liberalista, foi estadista, jurisconsultor e político, foi uma pessoa muito importante para a revolução liberal,  foi Ministro de D. Maria II, nasceu a 12 de Junho de 1780 e morreu  em Lisboa,a 4 de Abril de 1849.

terça-feira, 23 de março de 2010

500 Escudos Francisco Sanches

Francisco Sanches


O que importa considerar é que das variadas coisas que sucedem no mundo da natureza, nenhuma sucede sem regra, ainda que tais regras possam permanecer desconhecidas para nós, importando ainda ter presente que «todas as coisas, no seu movimento, são iguais para todos os mortais errantes», estabelecendo assim uma das mais importantes condições para a emergência do discurso científico moderno: a homogeneidade do espaço físico, que passa a ser inteligível à luz da geometria euclidiana, bem como a homogeneidade do tempo, que passa a ser entendido como contínuo e uniforme.


Radica também aqui a atitude de desassombramento que anuncia a conquista da natureza pelo método científico. Será também no quadro dessa atitude que emerge a crítica ao princípio da autoridade, bem como o reclamar da autonomia da ciência perante a fé.

Lisboa, 4 de Outubro de 1979 - NOVAS!


Lisboa, 4 de Outubro de 1979 - NOVAS!


Nem a autoridade dos homens, nem a autoridade da fé poderão definir o espírito científico. A dos homens, porque falível, não podendo o conhecimento estagnar nas suas ilusões de saber fechado em sistema; a da fé porque o seu domínio é o da crença, sendo o da ciência o do livre exame.

Um dos aspectos mais interessantes da sua obra é a posição que assume perante a metafísica. Num primeiro momento, repetindo argumentos dos cépticos empíricos, entende que os primeiros princípios não passam de suposições não comprovadas e por isso inúteis para o estabelecimento das ciências naturais, proclamando além do mais a insustentabilidade da definição aristotélica de ciência como conhecimento pelas causas, visto não ser possível caminhar até ao infinito na cadeia das mesmas, havendo pois que parar numa primeira, cuja essência desconhecemos, radicando aí a dimensão da nossa ignorância.

Mas as alegações anti-metafísicas de Sanches não têm valor absoluto. A metafísica é inútil se entendida como base para o estabelecimento do saber no plano das ciências naturais, que reclamam em primeiro lugar a experiência empírica. Todavia, num plano mais avançado da sua obra, entra no domínio da teodiceia ao proclamar, contrariamente ao que afirmara antes, a necessidade de parar em algum ponto na cadeia das causas.

Saber mais: Instituto Camões clique AQUI

segunda-feira, 22 de março de 2010

500 Escudos Ch. 11





Francisco Sanches

Francisco Sanches nasceu no início da década de cinquenta do século XVI, no território então abrangido pela diocese de Braga, tendo neste última cidade efectuado os seus primeiros estudos, após o que se ausentou com seus pais para França, onde escreveu a sua obra e exerceu a actividade de médico e professor na Universidade de Toulouse. Em todo o caso, nunca esqueceu os primerios passos no campo das letras, expressando por mais de uma vez que fora em Braga que despertara para o universo da cultura.


Do ponto de vista filosófico, interessa-nos focalizar a importância da sua obra no plano do conhecimento científico, questão verdadeiramente axial do pensamento moderno. Para o filósofo e médico bracarense, a natureza não é mais um espectáculo de maravilhas onde reverberam os divinos atributos, como um segundo livro simbolicamente interpretado. A sua concepção é a de uma natureza mais objectivada, um universo máquina, dando assim guarida a um pensamento que se quis científico, porque o seu esforço no âmbito da filosofia natural não se orienta mais para a articulação entre o signo e os planos do sagrado ou da moral, ficando assim a natureza desprovida do seu anterior "elan" místico.

É certo que Sanches, como mais tarde Galileu, reconheceu que a ordem do universo traduz a sabedoria de um supremo arquitecto, todavia, no plano da ciência experimental que importava então instaurar, esse mesmo universo é um sistema de leis, devendo excluir todas as formas de conhecimento e de linguagem que implicassem deslocação de sentido. Assim, a posição essencial que segue em todas as suas obras é, como escreveu, «a do filósofo, que olha só para a natureza, mas subordinando-a totalmente a Deus Todo-Poderoso, criador do Universo». Fica pois estabelecido o plano do discurso científico.

Instituto Camões - Saber mais sobre Francisco Sanches clique AQUI

domingo, 21 de março de 2010

Escudo: Notas e moedas nacionais / Prescrições


Notas e moedas nacionais
De 1 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2002, as notas e moedas de escudo circularam simultaneamente com as notas e moedas de euro. Findo o período de dupla circulação, as notas e moedas nacionais perderam o curso legal e poder liberatório, deixando de poder ser utilizadas como meio de pagamento.

Já não é possível trocar as moedas de escudo, pois esse prazo terminou em 31 de Dezembro de 2002. No entanto, o prazo para a troca das notas de escudo é sempre de 20 anos a contar da data da retirada da circulação da série a que a nota pertence. Assim, as notas de escudo ainda não prescritas poderão ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de Prescrição.

Por regra, o Banco de Portugal não efectua troca de notas estrangeiras, excepto no caso das notas dos países que adiram ao Euro e somente no período estabelecido por determinação do BCE (normalmente durante 2 meses, após a data de adopção do euro nesse Estado-Membro). Após este período o interessado deverá dirigir-se directamente ao banco central nacional emissor.

Por outro lado, para efectuar a troca de notas estrangeiras com cotação oficial em Portugal (por exemplo: ienes, dólares, etc.), o interessado deverá solicitar o câmbio junto de uma instituição autorizada a realizar as operações inerentes ao comércio de câmbios. Quanto às operações de troca que envolvam notas estrangeiras sem cotação oficial em Portugal (por exemplo: kwanza Angolano, hryvnia da Ucrânia, etc.), o interessado deverá contactar directamente o respectivo banco central emissor.

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As notas de escudo ainda não prescritas poderão ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de Prescrição.


Nota 10.000 escudos - Efígie: Egas Moniz - Ch. 1
Entrada em circulação: 02/10/1989
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018


Nota 10.000 escudos - Efígie: Infante D. Henrique - Ch. 2
Entrada em circulação: 22/10/1996
Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 5.000 escudos - Efígie: António Sérgio - Ch. 1
Entrada em circulação: 13/04/1981
Retirada de circulação: 30/11/1992
Prescrição: 01/12/2012

Nota 5.000 escudos - Efígie: Antero de Quental - Ch. 2
Entrada em circulação: 28/09/1987
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Nota 5.000 escudos - Efígie: Vasco da Gama - Ch. 3
Entrada em circulação: 15/02/1996
Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 2.000 escudos - Efígie: Bartolomeu Dias - Ch. 1
Entrada em circulação: 23/10/1991
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Retirada de circulação: 28/02/2002
Prescrição: 01/03/2022

Nota 1.000 escudos - Efígie: D. Pedro V - Ch. 11
Entrada em circulação: 15/11/1979
Retirada de circulação: 31/10/1991
Prescrição: 01/11/2011

Nota 1.000 escudos - Efígie: Teófilo Braga - Ch. 12
Entrada em circulação: 04/08/1988
Retirada de circulação: 31/12/1997
Prescrição: 01/01/2018

Saber mais em:
Banco de Portugal

sábado, 20 de março de 2010

Léxico Notafí­lico


Apólice - Documento comprovativo de determinada operação financeira. Quando represente empréstimos ao Estado pode ser emitido ao portador e como tal aceite como meio legal de pagamento ao estado, ou caso tenham curso forçado, entre particulares.

Cédula - Tí­tulo fiduciário emitido pelo Estado ou por sua autorização, representativo de moeda metálica divisionária ou de trocos e, como essa, de poder liberatório limitado.

Cédula particular - Semelhante à cédula, mas emitida por entidades particulares, sem autorização estatal, para suprir a falta de moeda metálica divisionária. Também designadas por "papel moeda de emergência".

Certificado - Papel moeda representativo da moeda e equiparado às notas do banco emissor, de valor nominal superior ao das moedas metálicas correntes.

Cheque-nota - Cheque emitido ao portador por um banco emissor, de valor bem definido e obrigatoriedade de ser aceite como nota de circulação, normalmente por um perí­odo transitório.

Cheque-Prata - (Pantgans) - Tí­tulo fiduciário emitido por bancos privados de Macau no perí­odo de 1923 a 1944, representativos de depósitos de moeda de prata.

Moeda de papel - Documento com poder aquisitivo emitido pelo Estado ou por sua autorização, com curso legal e poder liberatório. Pode ser de três espécies: representativa, fiduciária ou papel moeda. Por este último nome é hoje em dia vulgarmente designada toda a espécie de moeda papel ou cédulas particulares de papel.

Nota - Moeda principal de papel numa circulação fiduciária. Goza de curso legal e poder liberatório ilimitado, sendo convertí­vel à vista e ao portador.

Nota de Banco - Tí­tulo fiduciário sem juro, aceite como meio legal de pagamento e de poder liberatório limitado. Pode ser convertí­vel ou não em metal (cobre, prata e ouro). Em Portugal, desde 1975, as notas do Banco de Portugal deixaram de ser convertí­veis em ouro.

Notafilia - É o estudo, a pesquisa do escrito particular (cédula, bilhete ou nota, normalmente em papel) que representa a moeda de curso legal.

Notgeld - Foi uma peculiar saí­da encontrada para a falta de dinheiro corrente que existiu principalmente nos paises germânicos na Europa central (Alemanha e Áustria), durante e logo após a Primeira Grande Guerra, ficando conhecida na sua abrangência pelo nome em alemão Notgeld ou dinheiro de emergência.

Numerário - Conjunto de todas as moedas metálicas e de papel com curso legal num paí­s.

Poder liberatório - Capacidade da moeda de resgatar dí­vidas. Pode ser limitado, quando é fixada a quantia máxima da sua aceitação obrigatória, ou ilimitado, quando libera dí­vidas de qualquer montante. Em Portugal, a moeda divisionária, ou comemorativa, tem poder liberatório limitado.

Sobrecarga - Expressão genérica para designar "carimbo" ou "contramarca". Em quase todas as suas primeiras emissões o BNU teve de utilizar sobrecargas, a fim de legalizar a circulação do seu papel moeda noutro território que não aquele para o qual a emissão tinha sido inicialmente impressa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

500 Escudos Francisco Sanches


Três Notas com numeração seguida
Absolutamente NOVAS!

Serie seguida

Frente: Retrato de Francisco Sanches
Verso: Gravura da antiga Praça dos Arcebispos em Braga
Medidas (mm): 156 x 78
Chapa: 11
Maqueta: João de Sousa Araújo
Impressão: Joh. Enschedé en Zonen, Grafische Inrichting N.V. (Holanda)
Pick: 177
Primeira Emissão: 18-12-1981
Ultima Emissão: 03-11-1988
Retirada de Circulação: 31-05-1990

Dimensões: 156 x 78 mm
Emissões: 5.684.000 notas com as seguintes datas:
4 de Outubro de 1979
Cor: Castanho-avermelhado

A frente desta nota é ilustrada com a efingie do filosofo Francisco Sanches, tendo ao centro a planta da cidade de Braga em 1594. No verso uma vista da antiga praça do Paço dos arcebispos em Braga.

quinta-feira, 18 de março de 2010

10 000 Escudos --- Chapa 1


Dimensões: 178 x 75 mm, incluindo as respectivas margens.
Emissões: 12 de Janeiro de 1989
                 14 de Dezembro de 1989
                 16 de Maio de 1991
Cor: Preto, castanho e ocre. No verso, verde, castanho claro e ocre, fundo policromo.
        A Frente desta Nota é ilustrada pelo retrato do
        Prof. Egas Moniz.

Série com a Numeração Seguida (NOVAS)


















Lisboa, 14 Dezembro de 1989

Egas Moniz
Frente: Efígie de Egas Moniz
Verso: Alegoria da vida e da morte e reproduçao da medalha relativa ao
            prémio Nobel.
Medidas: (mm): 178 x 75
Chapa: 1
Maqueta: Luis Filipe de Abreu
Impressão: British American Bank Note, Inc. (Canadá)
Primeira Emissão: 15-05-1989
Ultima Emissão: 16-05-1991
Retirada de Circulação: 1996


António Egas Moniz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz (Avanca, 29 de Novembro de 1874 — Lisboa, 13 de Dezembro de 1955) foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.


Foi galardoado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Teófilo de Braga 1000 Escudos Ch.12

Notas Absolutamente NOVAS!

Lisboa, 26 de Julho 1990
Lisboa, 3 de Março 1994



Teófilo Braga
Joaquim Teófilo Fernandes Braga

Nasceu a 24 de Fevereiro de 1843, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga, oficial do exército miguelista e posteriormente professor de Matemática e Filosofia, e de D. Maria José da Câmara Albuquerque, ambos descendentes de aristocratas, o primeiro descendente presumível de D. João V e a segunda talvez de D. Afonso III. A mãe morre, quando Teófilo tinha 3 anos de idade, e a sua morte e a má relação futura com a madrasta, com quem seu pai casa dois anos depois, vão marcar decisivamente o seu temperamento fechado e agreste.

Em 1868, casou com Maria do Carmo Xavier de quem teve três filhos. Tanto a sua esposa como os filhos faleceram muito jovens. Faleceu no seu gabinete de trabalho em 28 de Janeiro de 1924.

Fonte: Página oficial da Presidência da República Portuguesa

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Notas Absolutamente NOVAS!

Lisboa, 20 de Dezembro 1990
Lisboa,9 de Novembro 1989


TEÓFILO BRAGA (1843-1924)
Foi escolhido para presidir ao primeiro Governo Provisório saído do 5 de Outubro de 1910 até à eleição do Dr. Manuel de Arriaga, tendo depois por deliberação do Congresso, completado o mandato a partir de 29 de Maio de 1911 até 5 de Outubro de 1911.

Teófilo Braga completou o mandato de Manuel de Arriaga como Presidente da República entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.

terça-feira, 16 de março de 2010

REPÚBLICA PORTUGUESA 100 ANOS

O busto da República Portuguesa mantém-se inalterado


Em Portugal o busto da República foi aprovado oficialmente em 1911, sendo que a Comissão para as comemorações do centenário, desvaloriza qualquer intenção em alterar a escultura, como ocorreu em França.

Após a libertação de Paris em 1944 durante a II Grande Guerra Mundial, a Associação dos Autarcas Franceses, decidiu mudar periodicamente o busto de "Mariana", adoptando como modelo, actores de cinema ou notáveis da música de França contemporânea, sendo a manequim e actriz Laetitia Casta o modelo actual da escultura.

Em Portugal, a escultura não sofreu alterações e passado um século da Revolução de 05 de Outubro de 1910 a Comissão para as Comemorações do Centenário não prevê qualquer alteração para a modernização do busto da República Portuguesa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

1.000 Escudos Ch.12 - Teófilo Braga

Duas Notas Absolutamente NOVAS

Lisboa, 26 de Fevereiro 1987
Lisboa, 03 de Setembro de 1987





Emissões: 02/08/1983 - 12/06/1986 - 26/02/1987 - 03/09/1987
22//12/1988 - 09/11/1989 - 27/07/1990(Idem de Substituição com (*)na numeração - 20/12/1990 - 06/02/1992 - 17/06/1993 - 03/03/1994(Idem de Substituição com (*)na numeração.

Frente: Desenho representando Teófilo Braga
Verso: Reprodução de um capitel romântico existente no Museu de Machado de Castro, em Coimbra
Medidas (mm): 163 x 75
Chapa: 12
Maqueta: Luis Filipe de Abreu
Impressão: Thomas De La Rue & Co, Ltd (Inglaterra)
Pick: 181
Primeira Emissão: 14-07-1988
Ultima Emissão: 03-03-1994
Retirada de Circulação: 1996

Conceito de Notafilia e Papel-moeda


Notafilia: É o estudo, a pesquisa do escrito particular (cédula, bilhete ou nota, normalmente em papel) que representa a moeda de curso legal.

Papel-moeda: Papel-moeda é dinheiro em sua forma impressa emitido por um banco. Papel-moeda é um meio de pagamento.

GOVERNADORES DO BANCO DE PORTUGAL

António Augusto Pereira de Miranda - 1887 a 1891
Pedro Augusto de Carvalho - 1891 a 1894
Júlio Marques de Vilhena - 1895 a 1907
José Adolfo de Mello e Sousa - 1907 a 1911
Inocêncio Camacho Rodrigues - 1911 a 1936
Rafael da Silva Neves Duque - 1957 a 1963
António Manuel Pinto Barbosa - 1966 a 1974
Manuel Jacinto Nunes - 1974 a 1975 e 1980 a 1985
José da Silva Lopes - 1975 a 1980
Vitor Manuel Ribeiro Constâncio - 1985 a 1986 e desde 2000
José Vasconcelos Tavares Moreira - 1986 a 1992
Luis Miguel C. Pizarro Beleza - 1992 a 1994
Antonio José Fernandes de Sousa - 1994 a 2000

Saber mais:
Documento em Pdf com as Assinaturas dos Governadores, Vice-Governadores, Administradores e Directores nas notas do BP Disponibilizado pela Associação Portuguesa de Coleccionadores de Papeis de Valor.

domingo, 14 de março de 2010

1.000 Escudos Ch.10 - D. Maria II



Nota Absolutamente NOVA!


1.000 Escudos - Ch.10 - Ouro
Esta nota é para mim uma das mais belas emitida pelo Banco de Portugal.

Lisboa, 19 de Maio de 1967

Dimensões: 163 x 82 mm.
Emissões: 146.851.000 notas com a seguinte data: 19 de Maio de 1967

Primeira emissão: 31 de maio de 1967.
Última emissão: 12 de Novembro de 1979.

A frente desta nota é ilustrada com a efínge da Rainha D. Maria II. No verso, a efínge da Rainha, inspirada na moeda de ouro, Peça 7.500 Réis, 1833, conhecida por "Degolada".

Obs. Para mim que sou amante da Notafilia, esta é das notas mais bonitas e bem conseguidas que foi emitida pelo Banco de Portugal.

Maria II de Portugal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
 
Dona Maria II de Portugal (nome completo: Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança; Rio de Janeiro, 4 de Abril de 1819 — Lisboa, 15 de Novembro de 1853), foi filha do rei D. Pedro IV (Imperador do Brasil como Pedro I) e da imperatriz Leopoldina de Habsburgo. Foi cognominada de A Educadora ou A Boa Mãe, em virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos. A princesa era loira, de pele muito fina, olhos azuis como a mãe austríaca. Foi a 31ª Rainha de Portugal e dos Algarves aquando da abdicação do pai de 1826 a 1828 e de 1834 a 1853.

500 Escudos Ch.8 - D. João IV

Estado de Conservação MBC



500 Escudo Ch.8 - Ouro
Lisboa, 14 de Março de 1952
Dimensões: 156 x 97 mm
Emissões: 6.570.600 notas com as seguintes datas:
28 de Novembro 1944
11 de Março de 1952
Primeira emissão: 16 de Fevereiro de 1955
Última emissão: 19 de Dezembro de 1961
Retirada da Circulação: 30 de Junho de 1979
Cor: Vermelho-escuro e preto-esmeralda. No verso vermelho-escuro. A frente desta nota é ilustrada com a efígie do rei D. João IV.

1.000 Escudos 1942 Ch.7 - D. Afonso Henriques

Lisboa, 29 de Setembro de 1942


Primeiro rei de Portugal.
Filho do conde D. Henrique e da infanta D. Teresa.














Nota em Estado de Conservação MBC













1.000 Escudos Ch.7 - Ouro
29 de Setembro 1942
Dimensões: 163 x 104 mm
Emissões: 6.660.000 notas com a seguinte data: 29 de Setembro de 1942
Primeira emissão: 22 de Agosto 1944.
Última emissão: 29 de Janeiro 1959.
Retirada da Circulação: 30 de Junho de 1978.
Cor: Azul e verde-escuro.
A frente desta nota é ilustrada com o retrato de D. Afonso Henriques.

1.000 Escudos Ch.8A D. Filipa de Lencastre

Estado de Conservação: Nota Q/NOVA





1.000 Escudos 30 Mais 1961 - Q/NOVA
Dimensões: 163 x 104 mm
Emissões: 5.166.000 notas com a seguinte data:
30 de Maio 1961
Primeira emissão, 23 de Maio de 1962. Última emissão, 30 Novembro de 1965.
Retirada da Circulação: 30 de Junho de 1979.
Cor: Roxo, verde e azul-escuro. A frente desta nota é ilustrada com D. Filipa de Lencastre.

1.000 Escudos Ch.8 - D. Filipa de Lencastre

1.000 Escudos Ch. 8
31 Janeiro 1956
D. Filipa de Lencastre
Nota em estado MBC



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1000. Escudos 1956 Ch.8











Nota em Estado de Conservação BELA











1.000 Escudos Ch. 8
D. Filipa de Lencastre
31 Janeiro 1956
Dimensões: 163 x 104 mm
Emissões: 4.095.000 notas com a seguinte data: 31 Janeiro 1956
Primeira emissão, 30 Janeiro 1959. Última emissão, 23 Maio de 1962
Retirada da circulação: 30 de Junho de 1979.
Cor: Preto-acinzentado e roxo. No verso, preto-esverdeado.
A frente desta nota é ilustrado pelo retrato de D. Filipa de Lencastre

sábado, 13 de março de 2010

2.000 Escudos Ch.2 Bartolomeu Dias

Dimensões: 139 x 68 mm
Emisssões: Notas com as seguintes datas:
Ch.2 Bartolomeu Dias
21/09/1995
01/02/1996
31/07/1997
11/09/1997
07/11/2000

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3 Notas 2.000 Escudos Ch.2
Bartolomeu Dias
31 Julho 1997
01 Fevereiro 1996
11 Setembro 1997
Notas Absolutamente NOVAS!


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2 Notas 2.000 Escudos Ch.2
Bartolomeu Dias
31 Julho 1997
01 Fevereiro 1992
Notas Absolutamente NOVAS!