sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Presidentes I República e II República
Primeira República - 1911 - 1926
A República Velha
Posição__Presidente___Partido Politico___Mandato
1° Manuel J. Partido 24.08.1911
de Arriaga Republicano 26.05.1915
2° Teófilo Partido 29.05.1915
Braga Democrático 05.08.1915
3° Bernardino Partido 06.08.1915
Machado Democrático 05.12.1917
A República Nova
Posição__Presidente___Partido Politico___Mandato
4° Sidónio Partido Nacional 28.04.1918
Pais Republicano 14.12.1918
A Nova República Velha
Posição__Presidente___Partido Politico___Mandato
5° João Canto Partido Nacional 16.12.1918
e Castro Republicano 05.10.1919
6° António J. Partido Repub. 05.10.1919
de Almeida Evolucionista 05.10.1923
7° Manuel T. Partido 06.10.1923
Gomes Democrático 11.12.1925
8° Bernardino Partido 11.12.1925
Machado Democrático 31.05.1926
II República: Ditadura Militar
(1926-1933) e o Estado Novo ( 1933-1974)
A Ditadura Militar
Posição__Presidente___Partido Politico___Mandato
9° Mendes Nenhum 31.05.1926
Cabeçadas 17.06.1926
10° Gomes da Nenhum 17.06.1926
Costa 09.07.1926
Estado Novo
Posição__Presidente___Partido Politico___Mandato
11° Óscar a partir de 1932 16.11.1926
Carmona União Nacional 18.04.1951
..... Oliveira União 18.04.1951
Salazar Nacional 21.07.1951
12° Craveiro União 21.07.1951
Lopes Nacional 09.08.1958
13° Américo U. Nacional 09.08.1958
Tomás A partir 1968 Acçâo N. Popular 25.04.1974
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Dia 5 de Outubro de 1910 - Hoje faz 100 anos
Hino Nacional - Antes e Depois da Implantação da República a 5 de Outubro de 1910
Centenário da Implantação da República - Revolta de 31 de Janeiro
Diário da República: A revolução de 1910
Por volta das 9 horas da manhã do dia 5 de Outubro, Eusébio Leão, na companhia de quase todo o Directório do Partido Republicano, assomou na varanda da Câmara Municipal de Lisboa para anunciar solenemente à multidão que estava implantada a República em Portugal e, portanto, abolida a Monarquia e proscrita para sempre a Casa de Bragança. Nessa tarde, enquanto a vitória do novo regime era comunicada por telégrafo de Lisboa a outras cidades e à província, o rei D. Manuel II e a família real embarcavam na Ericeira a caminho do exílio.
A maioria das análises sobre o 5 de Outubro mostra que não foi uma revolução de massas, nem mesmo um golpe militar solidamente organizado. Foi antes o resultado voluntarista do esforço de alguns oficiais da armada – sobretudo Machado Santos, o “herói da Rotunda” – e de umas centenas de civis armados, que enfrentaram uma monarquia muito fragilizada por divisões internas, pelo descrédito de um rei jovem e inexperiente, que nunca se soube impor, e de forças armadas cuja fidelidade ao comando monárquico foi quase nula na hora do combate.
Foi assim ,de forma algo amadora e quase acidental, que os republicanos puseram fim a 750 anos de monarquia em Portugal, ao cabo de 48 horas de luta na Rotunda, no Tejo e na linha de Alcântara. Em todo o caso, o 5 de Outubro inaugurou o século XX português, fazendo do país, ao tempo, a segunda República moderna da Europa a seguir à francesa e consagrando uma forma de regime que, apesar da variação de conteúdo ao longo das décadas seguintes, é ainda aquela que hoje rege Portugal.
Com todas as virtudes e defeitos, Portugal tem uma República há cem anos.
1910 revisitado
Os sinais de que a mudança de regime podia estar eminente já eram visíveis nos diversos periódicos e foram-se adensando cada vez mais. Se é verdade que O Século, fundado pelo maçon Magalhães Lima,sempre se assumiu como uma espécie de porta-voz e defensor da causa republicana outros, como o concorrente Diário de Notícias foi-se rendendo, a pouco e pouco , à evidência de que os republicanos tinham uma influência política cada vez maior e as suas actividades não podiam ser ignoradas. No entanto, continuava a dar grande destaque à Família Real e à Coroa.
No dia 2 de Janeiro as Cortes reabriram com a presença do Rei D. Manuel II. Ambos os jornais deram largo espaço ao evento no dia seguinte mas ocupando grande parte da notícia com descrições detalhadas sobre o ambiente, o tempo, as presenças, o que levavam vestido, quem cumprimentavam, etc. Pouco espaço foi reservado ao discurso de D. Manuel, que mesmo assim reproduziram na íntegra. O Diário de Notícias não fez qualquer comentário, mas O Século expressou a sua opinião no título “O discurso da Côroa nem surpreende nem interessa …” Muito significativamente, ao lado o jornal colocou o anúncio a uma peça de teatro protagonizada pela actriz Ângela Pinto que se chamava “O Canto do Cisne”!
As lutas operárias passaram a ocupar cada vez mais espaço nos dois jornais de maior tiragem, ao ponto de terem direito a uma coluna diária. Reivindicações, protestos, greves, manifestações, as conquistas, tudo era noticiado assim como as festas, concertos e saraus que se organizavam a fim de angariar fundos para os grevistas que não tinham salário. Por vezes também podiam contar com a solidariedade internacional, seja na ajuda económica seja na presença de líderes sindicais que vinham apoiar as lutas do operariado português.
“A excepção confirma a regra” e a vida operária não fugia ao ditado popular. Foi por exemplo o que aconteceu num domingo de Setembro de 1910 quando 900 operários da Real Fábrica de Louças de Sacavém se meteram num comboio especial com 17 carruagens para irem ao Estoril demonstrar a sua gratidão ao patrão, o industrial Jayme Gilman. O Diário de Notícias mostrava as fotografias do animado convívio entre o patrão e família com os seus operários.
Os problemas com a carestia de vida que a maioria da população enfrentava não escapavam à imprensa. Por exemplo, no fim de Março o Diário de Notícias destacava a o alto preço dos géneros e afirmava que “ a vida em Lisboa é bastante difícil e talvez haja poucas capitais da Europa onde seja tão dispendiosa, sobretudo em géneros de 1ª necessidade”.O jornal apontava o dedo aos açambarcadores e aos intermediários que faziam chegar os produtos aos consumidores, mais caros. E num tom crítico afirmava que para “acudir a todas estas fatalidades é que devem intervir os poderes públicos, para fazer leis, evitar fraudes, protegendo o comércio, a indústria e os consumidores”.
No fim de Abril decorreu no Porto o Congresso Republicano. A Imprensa foi autorizada a assistir e lá estiveram várias dezenas de jornalistas, muitos deles republicanos. O Partido Republicano assumiu o anti-clericalismo mas aceitou a proposta de Bernardino Machado segundo a qual a reacção clerical deveria obedecer a um plano muito ponderado de forma a evitar intolerâncias.
O Congresso decidiu também enviar Bernardino Machado, Magalhães Lima e José Relvas ao estrangeiro – Espanha, Inglaterra e Itália – para auscultar a recepção a uma República em Portugal. Entretanto, foi nomeada uma Comissão para colaborar mais activamente com a Carbonária e preparar a Revolução.
Enquanto os republicanos sonhavam com uma mudança e regime, a maioria da população andava muito nervosa com a passagem do Planeta Halley pela Terra, prevista – e concretizada – a 20 de Abril. Já se falava em “fim do mundo” e foi preciso que alguns mais esclarecidos – como Teófilo Braga – viessem explicar que podiam ficar descansados porque a passagem do Halley não teria qualquer consequência na Terra. Mas não deixou de ser tema de conversa e até inspirou anúncios e uma revista com 3 actos e 12 quadros que esteve em cena no Teatro Paraíso chamada “No Cometa”.
Já em 1910 os jornalistas se queixavam da falta de condições de trabalho no Congresso. Mas quando lhes foi vedado o acesso aos Passos Perdidos por causa das reclamações de alguns deputados, os representantes da imprensa pediram uma reunião com o Presidente, o Conde Penha Garcia. A conversa valeu a pena porque os jornalistas conseguiram a promessa de em breve lhes seria disponibilizada uma sala e outras concessões que “facilitem o desempenho da sua árdua tarefa”. No fim, o artigo do DN não se esquecia de referir que “aquele titular tinha sido, como sempre, extremamente amável com os representantes da imprensa”.
No seguimento de mais uma crise política, o Rei D. Manuel II convidou Teixeira de Sousa para formar governo e este aceitou. Ficou desde logo estabelecido que seriam convocadas eleições gerais para 28 de Agosto, que seriam as últimas da Monarquia Constitucional. O Partido Republicano Português ganhou em Lisboa, Setúbal e Beja elegendo catorze deputados.
Um mês depois, o PRP reuniu de emergência porque os seus membros desconfiavam que alguns espiões da monarquia tinham conseguido infiltrar a organização. E decidiram que a Revolução tinha que avançar quanto antes, apesar de não terem um plano. No dia 2 de Outubro voltaram a reunir na sua sede no largo de São Carlos e o Almirante Cândido dos Reis achou que era altura de agir. Mas no dia 3, um doente mental do Hospital de Rilhafoles assassinou o seu director Miguel Bombarda, que era o chefe civil da conspiração. Acto tresloucado ou assassinato político, o certo é que a moral dos republicanos baixou quando a notícia começou a ser espalhada.
Na madrugada de dia 4 eclodiu a revolução e aproveitando a presença no Tejo dos cruzadores Adamastor e S. Rafael que tinham sido tomados, os revolucionários bombardearam o Rossio onde estava a Guarda Municipal fiel à Monarquia e o Palácio das Necessidades, onde estava o Rei. Os republicanos esperavam a adesão de muitas unidades militares da guarnição de Lisboa mas apenas três responderam à chamada e Cândido dos Reis, desesperado, suicidou-se. Concentrados na Rotunda, os revolucionários combatiam os soldados leais a D. Manuel, liderados por Paiva Couceiro mas a notícia de que a Guarda Municipal iria “carregar” levou muitos militares a fugir. Ficaram pouco mais de uma centena com cerca de cinquenta civis, liderados por Machado Santos mas algumas horas depois já tinham ao seu lado quase 1.500 soldados que tinham desertado.
E acabou por ser um “lapso” que levou a que a República fosse proclamada mais cedo: ao fim da madrugada o representante da Alemanha pediu um cessar – fogo para permitir a evacuação dos alemães. Os soldados no Rossio hastearam uma bandeira branca que a população interpretou como um sinal de rendição. E pouco depois José Relvas fazia o anúncio da varanda da Câmara de Lisboa.
Nos dias seguintes a República foi sendo proclamada pelo resto do país pelo telefone. Curiosamente já tinha sido proclamada logo no dia 4 nos concelhos de Almada, Barreiro, Seixal e Montijo.
No dia 6 a Família Real embarcou no iate Amélia na praia da Ericeira com destino ao exílio.
Entretanto o Governo Provisório tomou posse e as primeiras medidas adoptadas visaram a Igreja: por decreto foram encerradas as casas religiosas e expulsos os jesuítas; o ensino religioso foi abolido das escolas e os membros do clero começaram a sofrer perseguições e maus – tratos que culminariam com a aprovação da Lei da Separação do Estado das Igrejas em Abril do ano seguinte.
Um dos primeiros países a reconhecer a República do Brasil. O seu Presidente, Marechal Hermes da Fonseca, encontrava-se cá, em visita oficial a convite de D. Manuel II e acabou por testemunhar todos os acontecimentos a bordo do cruzador S. Paulo, ancorado no Tejo.
Os confrontos nestes dias de Revolução provocaram vários mortos e feridos. E como era hábito, os jornais lideravam campanhas de solidariedade… neste caso, o Diário de Notícias organizou uma campanha de fundos “a favor das vítimas sobreviventes da mudança de regime”.
Por outro lado os Armazéns do Chiado publicaram um anúncio diferente do habitual e fizeram saber que “nunca nada pediram à Monarquia e também nada pedirão à República. E decidiram pagar a “férea” semanal a todo os seus 500 funcionários como se não tivesse havido interrupção do trabalho por causa dos tumultos. Além disso ainda ofereceram um cheque de 300 mil reis para ajudar as famílias dos combatentes mortos ou feridos.
A primeira greve da República começou no dia 25 de Outubro e foi a dos carroceiros que lutavam por melhoramentos salariais. Eusébio Leão foi um dos mediadores; o segundo foi a Associação dos Lojistas, que era muito prejudicada com o conflito. Ao fim de três dias estava tudo resolvido.
No dia 15 de Novembro a CARRIS deu início a uma vaga de greves que se prolongariam por muito tempo. Três semanas depois o Governo faria um decreto em que restringia o direito à greve e que levou os operários a apelidá-lo de “decreto burla”.
Depois de avisar que dia 1 de Novembro não era dia santo nem feriado, no dia 13 o Governo decretou que daí para a frente existiriam apenas 5 feriados: 1 de Janeiro consagrado á fraternidade universal; 31 de Janeiro, aos mártires da República; 5 de Outubro, pelos heróis da República; 1 de Dezembro, consagrado à autonomia da Pátria Portuguesa e 25 de Dezembro, dedicado à Família (mas que consagra o Casamento Civil e o Divórcio).
No dia 1 de Dezembro realizou-se a primeira festa da República, dedicada à Bandeira Nacional. Depois de muita discussão foi decidido que seria verde e vermelha com a esfera armilar em amarelo e os escudos. Apesar da “enfadonha chuva” milhares de pessoas participaram nas manifestações.
Este foi ainda o ano em que foi lançada uma nova revista que se assumia como o órgão oficial do movimento renascença Portuguesa: A Águia. Fazia a apologia do ideal e dos valores nacionalistas e foi nas suas páginas que se leram, pela primeira vez, os ensaios de Fernando Pessoa. Mas teve outros colaboradores com diversas tendências literárias, como Teixeira de Pascoais, Veiga Simões e Augusto Santa Rita. Como curiosidade refira-se que apesar de quase 75% da população portuguesa ser analfabeta por esta altura Portugal tinha cerca de 500 publicações periódicas, entre jornais e revistas, o que o colocava ao nível dos países mais desenvolvidos da Europa
domingo, 3 de outubro de 2010
100 Escudos - Chapa 9 - Fernando Pessoa
Dimensões: 149 x 75 mm, incluindo as margens da nota.
Emissões: Primeira emissão com as seguintes datas:
16 de Outubro de 1986
12 de Fevereiro de 1987
12 de Fevereiro de 1987 prefixo fil,
vendida em enelope c/selo comemorativo
3 de Dezembro de 1987
26 de Maio de 1988
24 de Novembro de 1988
Cor: Azul e amarelo-ocre. No verso, verde-água e amarelo-ocre.
A frente desta nota é ilustrada pela efígie de Fernando Pessoa
Fernando António Nogueira Pessoa
Retrato de Fernando Pessoa em 1914
Fernando Pessoa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livreFernando António Nogueira Pessoa
Nascimento: 13 de Junho de 1888 Lisboa
Morte: 30 de novembro de 1935 (47 anos) LisboaNacionalidade: português(a)

Ocupação: Poeta e escritor
Movimento literário: Modernismo
Principais trabalhos: Mensagem, Livro do Desassossego
Profissão: Tradutor de correspondência comercial e Contabilista
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".[1]
Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.
Ao longo da vida trabalhou em várias firmas como correspondente comercial. Foi também empresário, editor, crítico literário, activista político, tradutor, jornalista, inventor, publicitário e publicista, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".
Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I don't know what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").
Série Seguida - Notas NOVAS
«Fernando Pessoa em flagrande delitro»
«Fernando Pessoa em flagrande delitro»
Dedicatória na fotografia que ofereceu à namorada Ophélia Queiroz em 1929.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
100 Escudos / Bocage / Chapa 8 - Ouro
100 Escudos - Chapa 8 - Ouro
Nota NOVA
Emissões: 231.449.000 notas com as seguintes datas:
02 de Setembro de 1980
24 de Fevereiro de 1981
31 de Janeiro de 1984
12 de Março de 1985
04 de Junho de 1985
Primeira emissão, 03 de Dezembro de 1982.
Cor: Azul e castanho acizentado.
A frente desta nota é ilustrada pelo retrato do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage.
No verso, uma gravura do Rossio, em Lisboa.
Serie seguida / NOVAS
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805) foi um poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.
Era primo em segundo grau do zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage.
Auto-retrato
Retrato gravado a buril e água-forte por Joaquim Pedro de Sousa
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;
Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;
Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só memento,
E somente no altar amando os frades,
Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.
-- Bocage
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Bocage retratado em Painel de Azulejo
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Notas com ligeira dobra central, praticamente NOVAS
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
100 Escudos Ch.7(Camilo) - Série seguida
100 Escudos Chapa 7 (Camilo) - Serie seguida
Lisboa, 30 de Novembro de 1965
Notas NOVAS!
Camilo Castelo Branco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pseudónimos
Entre 1851 e 1890, e durante quase 40 anos, escreveu mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano, redigidas à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica. Prolífico e fecundo escritor deixa obras de referencia na literatura lusitana.
Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa. De entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas – tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos tais como:
Manoel Coco
Saragoçano
A.E.I.O.U.Y
Árqui-Zero
Anastácio das Lombrigas[
Principais Obras de camilo Castelo Branco
- Anátema (1851)
- Mistérios de Lisboa (1854)
- A Filha do Arcediago (1854)
- Livro negro de Padre Dinis (1855)
- A Neta do Arcediago (1856)
- Onde Está a Felicidade? (1856)
- Um Homem de Brios (1856)
- Lágrimas Abençoadas (1857)
- Cenas da Foz (1857)
- Carlota Ângela (1858)
- Vingança (1858)
- O Que Fazem Mulheres (1858)
- O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro, 1861)
- Doze Casamentos Felizes (1861)
- O Romance de um Homem Rico (1861)
- As Três Irmãs (1862)
- Amor de Perdição (1862)
- Memórias do Carcere (1862)
- Coisas Espantosas (1862)
- Coração, Cabeça e Estômago (1862)
- Estrelas Funestas (1862)
- Cenas Contemporâneas (1862)
- Anos de Prosa (1863)
- Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863)
- O Bem e o Mal (1863)
- Estrelas Propícias (1863)
- Memórias de Guilherme do Amaral (1863)
- Agulha em Palheiro (1863)
- Amor de Salvação (1864)
- A Filha do Doutor Negro (1864)
- Vinte Horas de Liteira (1864)
- O Esqueleto (1865)
- A Sereia (1865)
- A Enjeitada (1866)
- O Judeu (1866)
- O Olho de Vidro (1866)
- A Queda dum Anjo (1866)
- O Santo da Montanha (1866)
- A Bruxa do Monte Córdova (1867)
- A doida do Candal (1867)
- Os Mistérios de Fafe (1868)
- O Retrato de Ricardina (1868)
- Os Brilhantes do Brasileiro (1869)
- A Mulher Fatal (1870)
- A Infanta Capelista (1872) (conhecem-se apenas 3 exemplares deste romance porque D.Pedro II pediu a Camilo para não o publicar, uma vez que versava sobre um familiar da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira)
- O Carrasco de Victor Hugo José Alves (1872)
- O Regicida (1874)
- A Filha do Regicida (1875)
- A Caveira da Mártir (1876)
- Novelas do Minho (1875-1877)
- Eusébio Macário
- A Corja
- A senhora Rattazzi (1880)
- A Brasileira de Prazins
- O Arrependimento
- O Assassino de Macario
- D. Antonio Alves Martins: bispo de Viseu
- Folhas Caídas
- O General Carlos Ribeiro
- A Gratidão
- Luiz de Camões
- Sá de Miranda
- Salve, Rei!
- Suicida
- O vinho do Porto
- Voltareis ó Cristo?
- Theatro comico: A Morgadinha de Val d'Amores; Entre a flauta e a Viola
- A espada de Alexandre
- O Condemnado: drama / Como os anjos se vingam: drama
Camilo: Realismo ou Romantismo?
Terá sido Camilo Castelo Branco, Realista ou Romântico? A sua obra é predominantemente romântica isso parece incontestável, no entanto não o é totalmente.
Camilo gostaria de se situar acima das escolas literárias. No entanto os modelos clássicos vão ter sempre peso na sua produção literária, mas, também se deixa impressionar pela literatura misteriosa e macabra de Ann Radcliffe. Foi imensamente influenciado por Almeida Garrett, no entanto a fidelidade à linguagem e aos costumes populares ao cheiro do torrão (como aponta Jacinto do Prado Coelho) vão permanecer como uma das suas maiores qualidades. A Crítica tem apontado que se por um lado Camilo nos enredos das suas novelas, com as suas peripécias mais ou menos rocambolescas, está claramente numa filiação romântica por outro lado nas explicações psicológicas, na maneira como analisa os sentimentos e acções das personagens, pelas justificações e explicações dos acontecimentos, pela crítica a determinado tipo de educação, não pode ser considerado simplesmente como romântico.
Jacinto do Prado Coelho considera-o “ideologicamente flutuante, Camilo mantém-se um narrador de histórias românticas ou romanescas com lances empolgantes e situações humanas comoventes” e também diz que “O romantismo de Camilo é um romantismo em boa parte dominado, contido, classicizado”, e que há ao “lado do seu alto idealismo romântico a viril contenção da prosa, um bom-senso ligado às tradições e a certo cânones clássicos, um realismo sui generis, de vocação pessoal que parece na razão directa da autenticidade do seu romantismo.
Eça de Queiroz publica a primeira versão de O Crime do Padre Amaro, já depois da sua exposição nas Conferências do Casino acerca do Realismo como nova expressão da arte. Isso faz com que Camilo, de certa maneira sentindo-se a perder terreno para o único prosador que lhe podia ser rival, envereda em duas novelas Eusébio Macário e A Brasileira de Prazins por tentar ser mais realista. E o que é que é mais extremado que o Realismo? O Naturalismo. O resultado é de um certo efeito cómico porque Camilo, com a sua maneira de escrever particular, não se contém e acaba por fazer uma paródia do Naturalismo.
No prefácio de Eusébio Macário, Camilo afirma que não tentou ridicularizar a escola Realista, e alega que: “tenho sido realista sem o saber. Nada me impede de continuar”, e ainda que “Eu não conhecia Zola; foi uma pessoa da minha família que me fez compreender a escola com duas palavras: “É a tua velha escola com uma adjectivação de casta estrangeira, e uma profusão de ciência (...) Além disso tens de pôr a fisiologia onde os românticos punham a sentimentalidade: derivar a moral das bossas, e subordinar à fatalidade o que, pelos velhos processos, se imputava à educação e à responsabilidade” compreendi e achei eu, há vinte e cinco anos, já assim pensava, quando Balzac tinha em mim o mais inábil dos discípulos.”
Portanto: Camilo tenta apanhar o comboio da nova escola Realista, e fá-lo de uma maneira que não é isenta de chacota.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
100 Escudos Camilo Castelo Branco - 5 x Assinaturas diferentes
5 x Assinaturas diferentes - NOVAS!
Biografia de Camilo Castelo Branco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica.
Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825.
De uma família da aristocracia de província, era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo foi assim perfilhado por seu pai em 1829, como "filho de mãe incógnita".
Foi órfão de mãe quando tinha um ano de idade e de pai aos dez anos, o que lhe criou um carácter de eterno insatisfeito com a vida. Estando órfão, foi recebido por uma tia de Vila Real, e depois por uma irmã mais velha, Carolina Rita Botelho Castelo Branco, em Vilarinho de Samardã, em 1839, recebendo uma educação irregular através de dois padres de província.
O jovem Camilo retratado por Botelho
Na sua adolescência formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos, literatura eclesiástica e em contacto com a vida ao ar livre transmontana.
Com apenas dezasseis anos (1841), Camilo casa com Joaquina Pereira de França e instala-se em Friúme (Ribeira de Pena). O casamento precoce parece ter sido resultado de uma mera paixão juvenil, não tendo resistido muito tempo. No ano seguinte prepara-se para ingressar na Universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha.
O seu carácter instável e irrequieto leva-o a amores tumultuosos (Patrícia Emília, a freira Isabel Cândida).
Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro.
Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses, dedicando-se entretanto ao jornalismo.
Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem, de 1850 a 1852, uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário que depois abandona. Ana Plácido tornara-se mulher de um negociante de seu nome, Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas das suas novelas, muitas vezes com carácter depreciativo. Seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e depois julgados. Naquela época o caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado, que se ergue à revelia das convenções e imposições sociais. Presos na cadeia da relação do Porto, escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos, contando ele trinta e oito anos de idade.
Entretanto, Ana Plácido tem um filho, teoricamente do seu antigo marido, ao que se somam mais dois de Camilo. Com uma família tão numerosa para sustentar Camilo vai escrever a um ritmo alucinante.
Quando o ex-marido de Ana Plácido, falece em 1863, o casal vai viver para a sua casa, em São Miguel de Seide.
Em 1870 vai viver para Vila do Conde motivado por problemas de saúde, aí se mantendo até 1871. Foi em Vila do Conde que escreveu a peça de teatro "O Condenado", bem como inúmeros poemas, crónicas, artigos de opinião e traduções. A peça "O Condenado" é representada no Porto em 1871. Outras obras de Camilo estão associadas a Vila do Conde. Na obra "A Filha do Arcediago", relata a passagem de uma noite do Arcediago com um exército numa estalagem, conhecida pela Estalagem das Pulgas. Essa estalagem pertencera outrora ao Mosteiro de São Simão da Junqueira, e situa-se no lugar Casal de Pedro, freguesia da Junqueira. Camilo dedicou ainda o romance "A Engeitada” a um ilustre vilacondense seu conhecido, o Dr. Manuel Costa.
Camilo Castelo Branco vinha regularmente à Póvoa de Varzim entre 1873 e 1890, perdendo-se no jogo e escrevendo parte da sua obra no antigo Hotel Luso-Brazileiro junto do Largo do Café Chinês. Camilo reunia-se com personalidades de notoriedade intelectual e social, como o pai de Eça de Queirós, José Maria d'Almeida Teixeira de Queirós, magistrado e par do reino, o poeta e dramaturgo poveiro Francisco Gomes de Amorim, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho, entre outros. Sempre que vinha à Póvoa, convivia regularmente com o Visconde de Azevedo no Solar dos Carneiros.
Francisco Peixoto Bourbon conta que Camilo, na Póvoa, "tendo andado metido com uma bailarina espanhola, cheia de salero, e tendo gasto, com a manutenção da diva, mais do que permitiam as suas posses, acabou por recorrer ao jogo na esperança de multiplicar o anémico pecúlio e acabou, como é de regra, por tudo perder e haver contraído uma dívida de jogo, que então se chamava uma dívida de honra." A 17 de Setembro de 1877, Camilo viu morrer na Póvoa o seu filho predilecto Manuel Plácido, do primeiro casamento com Ana Plácido, de 19 anos, que foi sepultado no cemitério do Largo das Dores.
Camilo era conhecido pelo mau feitio. Na Póvoa mostrou outro lado. António Cabral nas páginas d'«O Primeiro de Janeiro» de 3 de Junho de 1890, conta: "No mesmo hotel em que estava Camilo, achava-se um medíocre pintor espanhol, que perdera no jogo da roleta o dinheiro que levava. Havia três semanas que o pintor não pagava a conta do hotel, e a dona, uma tal Ernestina, ex-actriz, pouco satisfeita com o procedimento do hóspede, escolheu um dia a hora do jantar para o despedir, explicando ali, sem nenhum género de reservas, o motivo que a obrigava a proceder assim. Camilo ouviu o mandado de despejo, brutalmente dirigido ao pintor. Quando a inflexível hospedeira acabou de falar, levantou-se, no meio dos outros hóspedes, e disse: - a D. Ernestina é injusta. Eu trouxe do Porto cem mil réis que me mandaram entregar a esse senhor e ainda não o tinha feito por esquecimento. Desempenho-me agora da minha missão. E puxando por cem mil réis em notas entregou-as ao pintor. O Espanhol, surpreendido com aquela intervenção que estava longe de esperar, não achou uma palavra para responder. Duas lágrimas, porém, lhe deslizaram silenciosas pela faces, como única demonstração de reconhecimento".
Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho e posteriormente, a 9 de Março de 1888 casa-se finalmente com Ana Plácido.
Camilo passa os últimos anos da sua vida ao lado de Ana Plácido, não encontrando a estabilidade emocional por que ansiava. As dificuldades financeiras, e os filhos dão-lhe enormes preocupações: considera Nuno irresponsável e Jorge sofre de uma doença mental.
A progressiva e crescente cegueira (causada pela sífilis), impede Camilo de ler e de trabalhar capazmente, o que o mergulha num enorme desespero.
Camilo Castelo Branco, depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890, acabando por morrer às 17h00 desse mesmo dia.
Residiu também em Vila do Conde.
sábado, 18 de setembro de 2010
100 Escudos --- Chapa 7 --- Ouro
Dimensões: 149 x 74 mm incluindo as respectivas margens.
Emissões: 30 de Novembro de 1965
20 de Setembro de 1978
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Primeira emissão, 29 de Abril de 1968.
Ultima emissão, 18 de fevereiro de 1981
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A frente desta nota é ilustrada pelo retrato do romancista Camilo Castelo Branco. No verso, uma vista da cidade do Porto.
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12 Notas de 100 Escudos --- Chapa 7
12 Assinaturas diferentes
Estado de conservação: Quase Novas, apenas uma ligeira "dobra" central.
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Camilo Castelo Branco
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
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Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 16 de Março de 1825 — São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890) foi um escritor português. Camilo foi romancista português, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor.
Teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para um público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu ter uma escrita muito original.
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