NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

NOTAS DA REPÚBLICA PORTUGUESA

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

20 Escudos --- Chapa 6 --- Ouro



Lisboa, 25 de Maio de 1954

NOTAFILIA - República

20 Escudos Chapa 6

Esta nota, com o retrato de D. António de Menezes, Conde de Cantanhede e Marquês de Marialva (1621?-1675), um dos conjurados de 1640 e general da Guerra da Restauração, foi a que mais tempo circulou (trinta e sete anos) entre todas as notas emitidas pelo Banco de Portugal. Foi também a primeira nota portuguesa a utilizar um filete de segurança metalizado, introduzido na própria pasta do papel.



Dimensões: 135 x 66 mm, incluíndo as respectivas margens.

Emissões: 184.366.000 notas com as seguintes datas:

28 de Janeiro de 1941
29 de Agosto de 1944
13 de Agosto de 1946
27 de Julho de 1948
28 de Junho de 1949
26 de Junho de 1951
25 de Maio de 1954
27 de Janeito de 1959

Primeira emissão: 19 de Dezembro de 1941
Última emissão: 02 de Janeiro de 1962
Retirada da circulação: 30 de Junho de 1978
Cor: Verde e roxo, com fundo em policromo

A frente desta nota é ilustrada com o retrato em oval, do Conde de Catanhede e Marquês de Marialva, D. António Luís de Menezes.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

20 Escudos --- Chapa 6 --- Ouro



NOTAFILIA  - República

20 Escudos Chapa 6
Esta nota, com o retrato de D. António de Menezes, Conde de Cantanhede e Marquês de Marialva (1621?-1675), um dos conjurados de 1640 e general da Guerra da Restauração, foi a que mais tempo circulou (trinta e sete anos) entre todas as notas emitidas pelo Banco de Portugal. Foi também a primeira nota portuguesa a utilizar um filete de segurança metalizado, introduzido na própria pasta do papel.

Lisboa, 25 de Maio de 1954

Dimensões: 135 x 66 mm, incluíndo as respectivas margens.
Emissões: 184.366.000 notas com as seguintes datas:

28 de Janeiro de 1941
29 de Agosto de 1944
13 de Agosto de 1946
27 de Julho de 1948
28 de Junho de 1949
26 de Junho de 1951
25 de Maio de 1954
27 de Janeito de 1959

Primeira emissão: 19 de Dezembro de 1941
Última emissão: 02 de Janeiro de 1962
Retirada da circulação: 30 de Junho de 1978
Cor: Verde e roxo, com fundo em policromo


A frente desta nota é ilustrada com o retrato em oval, do Conde de Catanhede e Marquês de Marialva, D. António Luís de Menezes.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

História do escudo



O escudo foi criado em 22 de Maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas. A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).

A nova moeda foi buscar o nome ao início da II Dinastia. O Rei D. Duarte, quando decidiu retomar a cunhagem em ouro, mandou bater os primeiros escudos, dado que era esta a figura que aparecia representada na moeda. Ao longo da história da monarquia, outros reis mandaram cunhar moedas de ouro com esta denominação. O escudo era, assim, uma moeda nobre por ser fabricada naquele metal precioso. Deverá ter sido esta uma das razões que levou os responsáveis do regime republicano a designarem a nova unidade monetária desta forma.

Segundo o preâmbulo do decreto de 22/05/1911, encontravam-se, na altura, em circulação cerca de 34 400 contos de moedas de prata e 3 900 contos de moedas de cupro-níquel e de bronze. O mesmo diploma mandou substituir estes valores por 35 500 contos de moedas de prata de 1$00, $50, $20 e $10 e por 3 750 contos de bronze-níquel de $04, $02, $01 e $005, mas este plano nunca foi integralmente cumprido. As primeiras moedas só foram cunhadas em 1912 e até 1917 apenas foram emitidos cerca de 13 000 contos de novas moedas em prata.

Quanto ao papel-moeda, encontravam-se em circulação, no momento da Proclamação da República, notas de 500, 1 000, 2 500, 5 000, 10 000, 20 000, 50 000 e 100 000 réis que o Banco de Portugal alterou, apondo-lhes sobre a coroa a sobrecarga República, tendo desta forma continuado em circulação até 1929. Contudo, a primeira nota emitida em escudos data de 1913 e resultou da alteração da chapa já gravada destinada à nota de 5 000 réis, que passou assim a apresentar o valor facial de 5 escudos/ouro chapa I. Nela figurava Alexandre Herculano. A primeira nota efectivamente concebida para escudos foi a de 20 escudos/ouro chapa I, com uma primeira emissão datada de 14 de Outubro de 1916. No centro desta nota aparecia Almeida Garrett e dos lados as figuras alegóricas da Justiça e da Glória.

A mudança do sistema monetário estendeu-se às colónias portuguesas de África, por decreto do Governo Provisório de 22 de Maio de 1911, complementado pelo decreto nº 141, de 18 de Setembro de 1913 que determinou ainda que a contabilidade pública das colónias portuguesas de Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique deveria ser feita de acordo com o novo sistema monetário a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte. Foi também em 1913 que a contabilidade do Estado português passou a ser feita em escudos.

Desde 1911, data do I Governo Constitucional, vivia-se em Portugal um forte clima de instabilidade política, agravado, em 1914, pela Primeira Guerra Mundial e pela participação de Portugal neste conflito a partir de 1916. As consequências internas foram gravosas. O período de 1917 a 1924 caracterizou-se pela escassez de moeda, coexistindo as de bronze, com as de ferro e cupro-níquel. Para as substituir, registou-se uma avalanche de cédulas e outro numerário de papel. A subida dos preços que acompanhou a Primeira Guerra Mundial e se prolongou até 1924 fez com que o escudo neste ano passasse a valer menos 25 vezes do que aquando da sua criação e o valor intrínseco da moeda metálica ultrapassou o respectivo valor nominal, provocando o seu entesouramento, nomeadamente através de depósitos no estrangeiro. Ao mesmo tempo, surgiram cédulas emitidas à margem da lei para as substituir. Como medida para ultrapassar esta situação, o Banco de Portugal e a Casa da Moeda emitiram cédulas, tendo aquele procedido ainda à impressão de notas de valores muito baixos - 50 centavos e 1 escudo. Na mesma época, circularam igualmente notas de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 500 e 1 000 escudos, em mais de uma chapa, nelas figurando personalidades de relevo da História portuguesa.

Em 1924, o ministério de Álvaro de Castro tomou uma série de medidas para travar a queda do escudo, nomeadamente a venda de reservas de prata do Banco de Portugal. Neste ano, o executivo reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o seu valor real. As cédulas foram sendo recolhidas e retiradas de circulação, sendo substituídas por moedas de 1 escudo e de 50 centavos em bronze e alumínio, de 20, 10 e 0,5 centavos em cobre. Em 1927, foi decretada a substituição das moedas de bronze e alumínio por moeda de igual valor em alpaca. Quanto às notas, o Banco de Portugal lançou novas notas e reforçou as anteriores. De recordar que o escudo em 1924 valia 25 vezes menos do que em 1911, em grande parte devido aos esforço financeiro português na Primeira Guerra Mundial. Em 1925 deu-se o maior escândalo financeiro da história do escudo: a grande burla-falsificação de Alves dos Reis, ou caso Angola e Metrópole, com mais reflexos negativos em termos políticos do que financeiros ou económicos. Alves dos Reis inundou o País com 200 000 notas de 500 escudos duplicadas, com a efígie de Vasco da Gama.

Em 1930, o ministro das Finanças António de Oliveira Salazar, acabou com a dupla circulação monetária em Portugal, retirando a divisa monárquica. A partir de 1931, assistiu-se a um novo período na história da moeda portuguesa, marcado pela transformação oficial do escudo de ouro em simples padrão teórico. O escudo conheceu entre 1920 e 1940, apesar dos percalços da economia portuguesa, um período de "relativa estabilidade", com "apenas" 20 desvalorizações. Até ao fim da Segunda Guerra Mundial, 1945, o escudo não evitou algumas derrapagens e oscilações, devido ao conflito, mas depois recuperou a estabilidade, que se manteve até à década de 60. Outra faceta curiosa marcou a evolução do escudo no Estado Novo: o uso de notas e moedas como complemento popularizante dos manuais de história e da propaganda oficial do regime. Registou-se na Ditadura também uma normalização de emissões de notas e moedas, "patrióticas" e de glorificação dos heróis nacionais e dos Descobrimentos.

Na década de 60 o império começou a ruir. O escudo coabitava nas colónias com moedas locais; aí a guerra estalava e ameaçava perdurar, como veio a suceder. Na economia portuguesa, a inflação, pela primeira vez na história da Ditadura, conheceu um crescimento desmesurado, com o poder de compra em queda e as convulsões sociais a ameaçarem crises políticas. Em 1971, na Europa comunitária, entretanto, começava a construir-se a moeda única europeia. Em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974, acabou a chamada "zona do escudo", processo que se concluiria nas ex-colónias em 1977, com a implementação das novas moedas nacionais. Crises económicas e inflação permanente em níveis elevados assolaram o País desde a Revolução, principalmente entre 1977 e 1986, conhecendo-se depois, graças à adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia um período de crescimento económico. Novas moedas de 1, 5 e 10 escudos de latão-níquel e de 20, 25, 50, 100 e 200 em cupro-níquel, para além de edições especiais. Alguns destes valores em moeda seriam extintos na década de 90. Em relação ao papel-moeda, mantiveram-se em circulação notas nos valores anteriores e iniciou-se a emissão de valores novos: 2 000 escudos (1991), 5 000 (1980) e 10 000 (1996). As últimas notas em escudos fabricadas pelo Banco de Portugal (1 000, 2 000, 5 000 e 10 000) entraram em circulação em Fevereiro e Outubro de 1996.

Entretanto, desde Julho de 1990 que existia a União Económica e Monetária, que visava a coordenação das políticas monetárias europeias e a criação a médio prazo de uma moeda única na União Europeia (UE, nova designação da CEE desde 1992). Desde 1994 os estados-membros da UE adoptaram políticas de combate ao défice e de convergência económica. Em 1995, cria-se a designação de "euro" para a nova moeda única, em substituição do ECU. Entretanto, o escudo preparava-se para desaparecer: em 1999, valia menos 2 500 vezes do que quando foi criado. Portugal foi um dos países que conseguiu entrar no clube Euro dos países que adoptariam a nova moeda única, graças ao facto de ter conseguido cumprir os critérios de convergência para a nova divisa. O euro começou a fazer parte em 1 de Janeiro de 2002 nas carteiras dos portugueses, coabitando com o escudo até 28 de Fevereiro desse ano, quando a velha moeda republicana portuguesa, com 91 anos, desapareceu para sempre.

1 Escudo --- Chapa 1 --- Prata



Dimensões: 125 x 82 mm. Mancha da gravura da frente da nota: 115 x 72
Emissões: 32.480.000 notas com as seguintes datas:

07 de Setembro de 1917
29 de Novembro de 1918
25 de Junho de 1920

Primeira emissão: 26 de Abril de 1918
Última emissão: 24 de janeiro de 1929
Retirada da circulação: 30 de janeiro de 1929
Cor: Violeta-escuro com fundo em policromo

A figura que ilustra esta nota, é a mulher, que na frente simboliza a Literatura e no verso a Poesia.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

50 Centavos --- Chapa 1 --- Prata


*Nota com ordem de série numa só linha
Dimensões: 121 x 75 mm. Mancha da gravura da frente da nota: 113 x 70 mm
Emissões: 51.640.000 notas com as seguintes datas:

*05 de Julho de 1918
  05 de Julho de 1918
 25 de Junho de 1920



Primeira emissão: 24 de Dezembro de 1918
Última emissão: 24 de Janeiro de 1929
Retirada da circulação: 05 de Fevereiro de 1930
Cor: Preto, com fundo constituído por linhas ondulantes em policromo
*Nota com ordem de série numa só linha

Nota com ordem de série em duas linhas
A frente com a figura simboliza a Navegação Portuguesa, no verso apresenta uma figura simbólica da Justiça.Esta nota é normalmente conhecida entre os colecionadores e vendedores com o nome de 50 Centavos "Mulher com Barco", isto porque o tema apresentado na frente da nota, é uma mulher que segura nas suas mãos uma Caravela , tão conhecida entre nós pela epopeia levada a cabo pelos portugueses na época dos descobrimentos.



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

20 Escudos --- Chapa 7 --- Ouro


Serie com Numeração Seguida
(Estado de conservação:Q/Novas)
Dimensões: 135 x 76 mm incluíndo as respectivas margens.
Emissões: 229.100.000 notas com a seguinte data:
                 26 de Maio de 1964
Primeira emissão: 19 de Janeiro de 1965
Última emissão: 31 de Outubro de 1977
Cor: Verde

A frente desta nota é ilustrada com o retrato do Santo portugês, Santo António de Lisboa. No verso, a Igreja de Santo António em Lisboa.

Santo António de Lisboa
Nascimento: 15 de Agosto de 1195 em Lisboa, Portugal
Falecimento: 13 de Junho de 1231 em Pádua, Itália
Veneração por: Igreja Católica
Beatificação: 1232, Roma
Canonização: 30 de Maio de 1232, Catedral de Espoleto por: Papa Gregório IX
Principal templo: Basílica de Santo António de Pádua, Pádua, Itália
Festa litúrgica: 13 de Junho
Atribuições: livro, pão, Menino Jesus e lírio
Padroeiro: Pádua, pobres, mulheres grávidas, casais, pessoas que desejam encontrar objectos perdidos, oprimidos, entre outros


Igreja e Museu Antoniano em Lisboa

Situados perto da Sé Patriarcal de Lisboa, a Igreja e Museu Antoniano em Lisboa são o centro da devoção ao santo lisboeta, em especial no dia que lhe é dedicado, 13 de Junho.

O Museu Antoniano é um museu monográfico dedicado à vida e veneração do santo, exibindo, em exposição permanente, objectos litúrgicos, gravuras, pinturas, cerâmicas e objectos de devoção que evocam a vida e o culto ao santo.

O Museu fica anexo à Igreja, local onde, de acordo com a tradição, nasceu o santo. Em conjunto, esses dois espaços constituem um dos mais importantes locais de homenagem ao mesmo.

No ano de 1995 comemorou-se o 800.º aniversário do seu nascimento, com grandes celebrações por toda a cidade de Lisboa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Viagem ao dia do regicídio

Como é que tudo aconteceu no derradeiro dia 1 de Fevereiro de 1908? A investigadora Margarida Magalhães Ramalho, autora de trabalhos como "Rei D. Carlos" e "1908, Um Olhar sobre o Regicídio", lembra os pormenores da história que cem anos depois continua a gerar polémica.
(ExpressoMultimedia)





Regicídio de 1908

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.O Dia do Regicídio
 
O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, ocorrido na Praça do Comércio, na época (mais conhecida por Terreiro do Paço), em Lisboa, marcou profundamente a História de Portugal, uma vez que dele resultou a morte do Rei D. Carlos e do seu filho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe, marcando o fim da ultima tentativa séria de reforma da Monarquia Constitucional, e consequentemente, uma nova escalada de violência na vida pública do País.
 
 
O Rei D. Carlos
 
 
O Príncipe Real Luís Filipe
 


Portugal, em 1906, é um país profundamente dividido. As posições mais extremadas são entre os monárquicos unidos na defesa do rei D. Carlos e os republicanos que o pretendem derrubar para proclamar a república.

Mas a realidade é ainda mais complexa do que as lutas políticas no parlamento, jornais e cafés deixam antever. Os dois partidos do regime, que se têm alternado no poder e formam e desfazem governos com a maior facilidade, fragmentam-se e tremem com uma nova ameaça: João Franco.

Por sua vez, os republicanos debatem-se com os que defendem a queda da monarquia por métodos pacíficos e os radicais da Carbonária que pegaram em armas e fazem explodir bombas.

A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma prolongada estadia em Vila Viçosa, o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço. Anarquistas afectos à Carbonária, Alfredo Costa, Manuel Buiça, entre outros, extinguem praticamente a monarquia portuguesa de um só golpe.

A extrema violência deste acto deixa a sociedade Portuguesa consternada e culmina a clivagem entre os Monárquicos e os Republicanos. Esta série é um retrato dos tempos de enorme perturbação social que antecedem o Regicídio e das suas repercussões e convulsões, que acabaram por alterar implacavelmente o regime político Português.

Uma série de 6 espisódios, sobre os acontecimentos históricos que culminaram nos assassínios do rei D. Carlos e do seu filho D. Luís Filipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Saiba mais no site oficial desta série "O Dia do Regicidío"